Norberto Prestes, presidente executivo da associação, foi um dos convidados na programação de debates

A Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) teve uma participação marcante na Conferência Livre promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O evento em 17 de abril (2024) com o tema “A Biotecnologia Como Ferramenta Para Um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido”, evidenciou a importância da inovação disruptiva no ambiente biotecnológico.

As conferências livres e temáticas visam coletar informações de diversos setores da sociedade para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que será entre 4 e 6 de junho. O resultado desse trabalho ajudará na elaboração da Estratégia Nacional de Ciências e Tecnologia para o período de 2024 a 2030.
A Abiquifi aproveitou a oportunidade para apresentar as iniciativas da associação voltadas para o fomento do setor biotecnológico nacional, com destaque para o Programa de Inovação Radical (PIR) e a Agenda Regulatória para Inovação.
Norberto Prestes, presidente executivo da Abiquifi, traçou um panorama da produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) no Brasil, enfatizando as propostas da associação para reduzir a dependência de importações e fortalecer a resposta do país a futuras crises sanitárias. Destacou ainda a contribuição do projeto setorial da Abiquifi em parceria com a ApexBrasil, iniciado em 2005, que visa impulsionar a competitividade das empresas brasileiras e a captar investimentos internacionais, através da inovação, pesquisa e desenvolvimento de produtos de alta qualidade.


Outro ponto que Norberto ressaltou é que “O Programa de Inovação Radical, iniciado em 2022, surgiu da constatação das dificuldades das startups brasileiras da área da saúde em captar investimentos estrangeiros durante a Bio Convention de 2022”.


Apesar do Brasil possuir um enorme potencial para se tornar referência global em biotecnologia, a baixa efetividade na translação do conhecimento para produtos e serviços comercializáveis, impede a plena realização do potencial inovador do setor, limitando a competitividade das startups brasileiras no cenário global e restringindo o acesso da população a soluções biotecnológicas de ponta.


Diante desse cenário, a Abiquifi tem colaborado ativamente com a Anvisa para viabilizar a implementação da Agenda Regulatória para Inovação. Um conjunto de ações estratégicas já resultaram na criação de um guia informativo regulatório para startups de biotecnologia e na Realização do 1º Workshop na Anvisa para Construção de Estratégia Regulatória para Inovação Radical, com o objetivo de sensibilizar os servidores da agência.


Como desdobramentos dessas ações, a Anvisa publicou recentemente o Edital de Chamamento nº 1, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de medicamentos. O edital é direcionado especificamente a startups brasileiras que participarão do Projeto-Piloto de Avaliação Regulatória. “Esse é o primeiro passo para a Agência criar um escritório de inovação, nos moldes do que já é realizado pelo EMA”, disse Norberto durante a conferência.
Além disso, defendemos a criação de uma instrução regulatória específica para as CDMOs, que garantiria um conjunto padronizado de boas práticas de manufatura (GMP) e requisitos de qualidade para todas as CDMOs com operação no país.

As contribuições da Abiquifi para o avanço da biotecnologia na Conferência Livre se basearam em três pilares principais:

  • Regulamentação Sanitária e Escalonamento: Investir em conhecimento regulatório. Criar laboratórios piloto para disseminar conhecimentos sobre regulamentação e escalonamento. Promover a integração do mercado biotecnológico brasileiro aos mercados internacionais

  • Translação do Conhecimento: A entidade entende que é crucial desenvolver a cultura da inovação colaborativa entre empresas, universidades e institutos de pesquisa. Essa colaboração deve facilitar o desenvolvimento e a comercialização de produtos biotecnológicos inovadores no Brasil.

  • Infraestrutura para Escalonamento: há a defesa de mais investimentos em infraestrutura para ampliar a produção biotecnológica nacional. Propõe-se incentivos para otimizar as operações de escalonamento e apoio financeiro de agências de fomento para projetos ligados ao SUS, com foco em projetos de startups.

Materiais complementares:


• Guia Informativo para Startups de Biotecnologia Download


• Conferência Livre: A Biotecnologia Como Ferramenta Para Um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido:

https://www.youtube.com/watch?v=dQdcTMzZXMc

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