Vendas aumentaram 18,5% no Brasil no ano passado

Assis Moreira – Valor Econômico: 

O desempenho de vendas nos Estados Unidos, Brasil e China impulsionou o resultado de Roche Farmacêutica global, com crescimento de 5% em 2017.

No Brasil, as vendas de Roche Farma aumentaram 18,5%, passando pela primeira vez de R$ 3,1 bilhões. Roche Diagnósticos, focada em soluções de diagnósticos, faturou R$ 663,3 milhões, alta de 9,2% em relação ao ano anterior.

“A disponibilidade de nossos tratamentos contra câncer no setor público aumentou, e estamos muito otimistas sobre os cuidados com saúde no Brasil”, afirmou o CEO global da divisão Farma, Daniel O’Day. “Tivemos um ano excepcional no Brasil, com mais medicamentos de portfófio de inovação”, diz Rolf Hoenger, presidente da Roche Farma Brasil.

O estoque de remédios de 2016 se normalizou em 2017. O setor público foi comprador de 30% do total e o setor privado de 70%. Mas é de 60% o número de pacientes que vem do setor público e de 40% do setor privado, o que se explica pelos preços diferenciados.

Ao mesmo tempo, a Roche enfatiza investimento de R$ 360 milhões feitos em três anos em pesquisa e desenvolvimento. Foram R$ 121 milhões em pesquisa clínica em 2017, com mais de 70 estudos e 1300 pacientes no país.

Hoenger destaca a incorporação em 2017 de três tratamentos no SUS: do Perjeta, para tratamento do câncer de mama metastático (fase avançada da doença); do Herceptin, disponível no SUS para a fase inicial desde 2013, agora também para a fase metastática do câncer de mama; e do Actemra, em primeira linha para artrite reumatoide

O executivo considera uma “grande conquista” a transferência de tecnologia para produção de Herceptin no país, por meio da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o laboratório público Tecpar, o laboratório privado Axis Biotec e a Roche, detentora da molécula.

Em 2018, serão investidos mais R$ 40 milhões na modernização de fábrica no Rio de Janeiro. O investimento total em cinco anos é de R$ 300 milhões.

Também para este ano, a Roche informa que vai ampliar esforços em estratégias de inovação no acesso à saúde. E espera garantir o crescimento nos próximos anos com remédios como Tecentriq (em câncer de pulmão e bexiga); Ocrevus (em esclerose múltipla); Alencensa (em câncer de pulmão); e as novas indicações de Perjeta em câncer de mama em adjuvância e Gazyva (primeira linha em linfoma folicular).