abiquiflashes (22/05/2017 – 569)

  • Farmoquímicos: esta classe de insumos farmacêuticos contribui, regularmente, para o desempenho das exportações brasileiras. Em 2017, até abril, foram enviados a vários países US$ 183,5 milhões destes insumos farmacêuticos ativos (IFAs).
  • heparina: importante protagonista da terapêutica mundial, este anticoagulante é produzido no Brasil em suas três fases – complexo heparínico, heparina crua e heparina purificada. Nos primeiros quatro meses de 2017 o Brasil exportou US$ 10,6 milhões destas três fases de heparina ao preço médio de US$ 437,3 /kg.
  • ácido salicílicoqueratolítico e intermediário na produção da aspirina, as exportações deste ácido renderam ao Brasil US$ 3.522.462,00 em 2017, até o mês de abril.

EUA pedem que Brasil apresse registro de medicamentos

Juliano Basile – Valor Econômico: 

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) cobrou maior celeridade nos procedimentos para registro de patentes de medicamentos no Brasil num relatório em que mantém o país em lista negativa sobre proteção de propriedade intelectual. Em documento concluído recentemente, que o Valor teve acesso, a revisão de pedidos de patentes de remédios pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi apontada como uma preocupação pelo USTR sob a alegação de que haveria “falta de transparência” e atrasos excessivos de registros para novos remédios num processo que dificultaria o exame desses pedidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

O Brasil foi colocado ao lado da Suíça, do México, do Canadá e da Bolívia entre os países que ficam numa “lista de observação” na última edição do “Special 301” ­ relatório que trata dos avanços e declínios dos países do mundo na área de proteção industrial. O USTR até reconheceu que houve avanços nesse campo no Brasil no último ano e qualificou como um “passo adiante” o acordo feito com os Estados Unidos para acelerar os exames dos registros de inovações nos setores de óleo e gás. Já no caso da Anvisa, os americanos esperam que haja uma aceleração dos procedimentos de patentes a partir de uma nova sistemática entre a Anvisa e o INPI.

“Os Estados Unidos esperam ansiosamente a revisão do acordo e pretendem monitorar o impacto do novo papel da Anvisa em sua implementação”, informou o relatório, referindo-­se ao anúncio de novos procedimentos entre a agência e o instituto, que foi feito em abril passado.

O USTR acrescentou ainda que, embora a legislação brasileira garanta proteção contra o uso comercial desleal de testes não revelados e de outras informações geradas para obter a aprovação da comercialização para produtos químicos agrícolas e veterinários, ela não prevê proteção semelhante para os produtos farmacêuticos.

Os Estados Unidos também manifestaram preocupação com eventuais ações do INPI para invalidar ou encurtar o prazo de duração de um número significativo de patentes para produtos farmacêuticos e agrícolas. “Uma forte proteção de propriedade intelectual, tanto doméstica quanto para os detentores de direitos internacionais, garante um incentivo crucial ao mercado para investir na inovação futura no Brasil e os Estados Unidos esperam ansiosamente para se engajar de maneira construtiva com o Brasil na confecção de um ambiente fortalecido e para endereçar as preocupações existentes”, completou o relatório.

No campo do combate à pirataria, o governo dos Estados Unidos reconheceu os esforços para proteção de direitos de propriedade intelectual nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, mas, mesmo assim, manteve o país na lista negativa de nações que descumprem regras de direito autoral. De maneira geral, prevalece a visão de que o Brasil tem uma forte pirataria “on­line” e problemas na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina. O USTR também reclamou do enfraquecimento do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNPC), órgão do Ministério da Justiça, que, segundo o relatório, teve uma atuação, em 2016, que “pareceu não operacional”.

 

abiquiflashes (18/05/2017 – 568)

  • Cadeia produtiva: a cadeia produtiva farmacêutica brasileira exportou no primeiro quadrimestre de 2017 a expressiva soma de US$ 529,4 milhões, atestando, desta forma, a excelência das suas produções.
  • Medicamentos: a indústria brasileira de medicamentos é uma das principais do mundo. Sua exportação em 2017, até abril, representou US$ 306,1 milhões, aporte importante ao esforço exportador brasileiro.
  • Excipientes: as exportações destes adjuvantes farmacotécnicos, fazem parte da nossa pauta de exportações. Nos primeiros quatro meses de 2017 foram enviados ao exterior US$ 39,8 milhões desta classe de produtos.

abiquiflashes – Extra

  • Farmoquímicos: as exportações brasileiras de farmoquímicos em 2017, até abril, foram superiores em 16,1% às obtidas no mesmo período do ano passado. Subiram de US$ 158,1 milhões em 2016 para US$ 183,5 milhões em 2017 neste período de quatro (04) meses. Já as importações de farmoquímicos, no mesmo período, caíram 5,6% de US$ 672,9 milhões em 2016 para US$ 636,3 milhões.
  • Medicamentos: as exportações de medicamentos no primeiro quadrimestre de 2017 subiram 7,5% em comparação ao mesmo período de 2016, de US$ 284,8 milhões para US$ 306,1 milhões. As importações caíram 6,4%, no mesmo período, de US$ 2.014,2 milhões em 2016 para US$ 1.892,3 milhões em 2017.
  • Relação: neste período analisado de quatro meses de 2017, exportamos farmoquímicos referentes a 28,8% do valor dos farmoquímicos importados e medicamentos equivalentes a 16,1% dos medicamentos importados.

Diário Oficial (maio 2017)

abiquiflashes (15/05/2017 – 567)

  • Mercosul (1): o Mercado Comum do Sul, incluindo a Venezuela, tem um peso relativo nas exportações brasileiras de medicamentos. Em 2017, até março, foram enviados aos países deste bloco US$ 32,8 milhões em medicamentos.
  • Mercosul  (2): US$ 4.121.875,00 foi o montante exportado pelo Brasil em 2017, até março, para os países deste bloco econômico, em vacinas para uso veterinário, destacando-se a de uso contra a aftosa, com US$ 3.373.483,00.
  • Mercosul (3): para o Mercosul destacam-se as exportações de preparações químicas contraceptivas produzidas no Brasil. Nos primeiros três (03) meses de 2017, foram enviados aos países deste bloco econômico, US$ 1.727.204,00 destes produtos.

Farmacêutica Biotoscana planeja IPO de R$ 850 milhões

Carolina Mandl e Rodrigo Rocha – Valor Econômico: 

Controlado pela gestora de fundos de private equity Advent International, a fabricante e distribuidora de medicamentos de alta complexidade Biotoscana deu a largada ontem ao processo de abertura de capital na bolsa de valores. A companhia pretende listar recibos de ações (BDRs) na B3 (ex­-BM&FBovespa).

A transação deve movimentar cerca de R$ 850 milhões, segundo o Valor apurou com duas fontes a par da transação. Procuradas pela reportagem, a Biotoscana e a Advent não comentaram o assunto.

Cerca de 60% desses recursos vão para os acionistas da Biotoscana, vendedores de uma parcela das ações que detém. Além da Advent, a empresa americana de investimentos na área de saúde Essex Woodlands, além de Robert Friedlander e Roberto Luiz Guttman, ambos da United Medical, uma das companhias controladas da Biostocana, vão vender papéis.

A companhia pretende utilizar o restante dos recursos da oferta na redução do endividamento com o Bancolombia e no resgate de certificados de ações preferenciais, emitidos em 2015.

A oferta tem como coordenadores os bancos BTG Pactual, Itaú BBA e J.P. Morgan.

A companhia, que tem operações em dez países da América Latina e sede fiscal em Luxemburgo, começou a ser criada pela Advent International em 2011, quando a gestora comprou uma fabricante de remédios de alta complexidade na Colômbia, chamada Biotoscana. Depois disso, outras duas aquisições foram feitas: em 2014, a empresa comprou a fabricante brasileira de medicamentos United Medical, e, em 2015, a distribuidora de remédios argentina LKM.

O modelo de negócios da Biotoscana é voltado para áreas terapêuticas especiais, que abrangem doenças infecciosas, raras, oncologia e oncohematologia, tratamentos especiais, imunologia e inflamações. A venda é voltada a canais privados, como hospitais e clínicas.

Altamente especializada, a Biotoscana está em um nicho de mercado bastante diferente daquele criado por outra farmacêutica também listada na bolsa de valores, a Hypermarcas, que é voltada para remédios sem prescrição médica, como Benegrip, Epocler e Atroveran.

A Biotoscana opera duas unidades de fabricação na Argentina, em Buenos Aires, com outra em construção e, detém, opera ou terceiriza centros de distribuição em todos os países onde tem atua. A sede administrativa do grupo fica em Montevidéu.

Até o fim do ano passado, o portfólio da farmacêutica na América Latina contava com 200 produtos. No Brasil, eram sete medicamentos registrados.

Em 2016, a companhia registrou receita de R$ 794,5 milhões, alta de 42% ante 2015, e lucro líquido de R$ 47,2 milhões, revertendo perda de R$ 12,1 milhões. Principal mercado, o Brasil foi responsável por 43% da receita. É aqui que está a United Health, empresa farmacêutica comprada pela Biotoscana em 2014.

Ainda de acordo com o prospecto preliminar divulgado ontem, os recibos de ações serão lastreados em papéis negociados no segmento Euro MTF da bolsa de Luxemburgo. (Colaborou Stella Fontes)

 

EMS assume produção da Medley no DF

Stella Fontes – Valor Econômico:

Maior farmacêutica do país segundo ranking da IMS Health, a EMS assumiu ontem a operação da fábrica de Brasília (DF) da Medley, fabricante de genéricos e similares do laboratório francês Sanofi. Detalhes do acordo, tratado como de locação e não de venda, bem como o valor da operação, não foram revelados. Mas é público que o contrato de longo prazo envolve a compra dos equipamentos produtivos e a transferência de 60 colaboradores da Medley, que deixará de ter produção no local porém manterá as atividades comerciais, para a EMS.

A unidade é voltada à produção de hormônios e antibióticos genéricos e similares, que agora serão produzidos para a Medley por outro fornecedor. A EMS, por sua vez, complementará seu portfólio de medicamentos e se aproximará ainda mais de ter plataforma de produção de 100% das formas e segmentos farmacêuticos ­ a empresa ainda não produz injetáveis, que estão contemplados no plano de expansão que deve ser concluído nos próximos anos.

Desde 2013, a EMS tem em marcha um plano de expansão que supera R$ 600 milhões. Parte dos recursos já foi aplicada na construção de novas fábricas em Manaus (AM) e Jaguariúna (SP) e na atualização tecnológica do complexo industrial de Hortolândia (SP), incluindo uma nova fábrica de embalagens de medicamentos sólidos no local.

Pioneira em genéricos no país, a EMS faz parte do grupo NC, da família Sanchez, com receita de R$ 2,9 bi no ano passado

O acordo com a Medley faz parte desse pacote de investimentos, que também previa a construção de uma fábrica em Brasília. A unidade que é base do acordo foi anunciada pela Sanofi em 2009, mesmo ano em que a Medley foi comprada pelos franceses, e foi inaugurada em 2014. A intenção da EMS é investir na operação para alcançar produção anual de 80 milhões de unidades, o que elevará para quase 200 o número de funcionários diretos em dois anos.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Estratégico da EMS, Ricardo Marques, o plano de desinvestimentos da Medley representou uma oportunidade para a empresa. “Foi um ganha-­ganha”, diz. Com a nova unidade, a farmacêutica chega perto de 1 bilhão de unidades (caixas de medicamentos) por ano de capacidade instalada, um aumento de mais de 80% em relação ao tamanho da farmacêutica antes do plano expansão.

A EMS faz parte do grupo NC, controlado pela família Sanchez, e registrou receita de R$ 2,9 bilhões no ano passado, alta de 26%. Pioneira na fabricação de genéricos no país, gera atualmente 35% de seu faturamento nesse mercado. Em nota, o vice-­presidente institucional da farmacêutica, Marcus Sanchez, diz que, com a fábrica de Brasília, o complexo industrial “está praticamente pronto para suportar o crescimento da empresa nos próximos anos”. Para 2017, a previsão é de crescimento de 20% do faturamento.

De acordo com Carlos Aguiar, diretor responsável pela Medley, o encerramento da operação produtiva em Brasília está alinhada à estratégia de buscar sustentabilidade do negócio de genéricos no longo prazo. Nesse sentido, a decisão foi concentrar a produção desses medicamentos em Suzano (SP) e em Campinas (SP), onde funcionam os dois maiores parques industriais da Sanofi no Brasil.

Ao mesmo tempo, a Medley mantém firme a aposta em medicamentos similares como motor de crescimento nos próximos anos. Em 2016, conta Aguiar, foram sete lançamentos e outros 2 estão programados para este ano.

No ano passado, circularam informações na indústria farmacêutica de que a Sanofi estaria disposta a vender a Medley e deixar o mercado brasileiro de genéricos. À época, o grupo negou a intenção de venda e hoje, em nota, reiterou que a Medley é parte da estratégia de longo prazo no país. “As negociações envolveram exclusivamente a fábrica de Brasília, e não têm nenhum impacto nas demais unidades da Medley no Brasil”, diz a nota.

O segmento de genéricos no país é bem concorrido, o que eleva o nível de descontos concedidos ao consumidor final e reduz a margem da indústria. Ao mesmo tempo, tem puxado o crescimento das vendas de medicamentos no país. Em 12 meses até janeiro, conforme a Pró-Genéricos, a alta nas vendas em unidades (1,14 bilhão) foi de 12,87%, contra 5,05% de expansão do mercado farmacêutico no geral. Há grande expectativa de consolidação no setor, que desde meados do ano passado aguarda a venda do Teuto, laboratório que atua nesse segmento e tem como acionistas a família Melo (60%) e a Pfizer (40%).

Bayer Pharma deve crescer no país, mas vê ano mais difícil

Stella Fontes – Valor Econômico:

Dona do medicamento mais vendido no Brasil no ranking por receitas, o anticoagulante oral Xarelto (rivaroxabana), a Bayer Pharmaceuticals projeta crescimento de “dois dígitos baixos” nas vendas no país em 2017, ano que tende a ser mais difícil do que foi 2016, de acordo com o gerente-­geral da operação local, Rubens Weg.

Dois lançamentos na área de oncologia e a manutenção do forte ritmo de crescimento de outros produtos considerados estratégicos, porém, prometem mitigar os efeitos negativos da crise econômica nas vendas de medicamentos e do reajuste anual menor autorizado pelo governo federal, de no máximo 4,76%.

De acordo com Weg, a manutenção do desemprego em níveis elevados é um dos principais desafios à indústria farmacêutica, uma vez que retira usuários dos planos de saúde e leva pacientes a buscar tratamentos mais baratos. “Há um aspecto positivo, que é não abrir mão do tratamento”, pondera o executivo. “Apesar da relativa estabilidade econômica, ainda é preciso gerar emprego”, acrescenta.

No ano passado, as vendas da Bayer Pharma Brasil cresceram 14% em receita, beneficiadas pelo reajuste autorizado pelo governo de até 12,5% e pelo desempenho de produtos inovadores como o Eylia (aflibercepte) e o próprio Xarelto, que segundo o ranking da consultoria IMS Health consolidou-­se em janeiro como campeão nacional de vendas, com participação de mercado de 56% em seu segmento. O anticoncepcional Mirena (levonorgestrel), cujas vendas subiram 74%, também contribuiu para a alta nas receitas.

Em 2016, as vendas subiram 14% em receita, beneficiadas pelo reajuste autorizado pelo governo de até 12,5%

Na seara de lançamentos de 2017, a Bayer trouxe ao país em janeiro o Xofigo (radio223), um radiofármaco produzido na Noruega e com validade de 28 dias. Ainda na área de oncologia, o Stivarga (regorafenibe) é usado no tratamento de câncer colo­retal e tumores do estroma gastrointestinal. No primeiro trimestre, as vendas da Bayer Pharma no mundo totalizaram € 4,3 bilhões, com alta de 9,6% na comparação anual. Na América Latina, que teve o maior índice de crescimento entre os mercados atendidos pela multinacional, as vendas somaram € 272 milhões, avanço de 19,3%.

“A região é uma das que mais tem contribuído para o crescimento orgânico”, diz o vice­presidente da Bayer Pharmaceuticals para a América Latina, Eduardo Magallanes. E o Brasil, com 40% de participação nas receitas, é o motor dessa expansão, acrescenta. No ano passado, o faturamento na região foi de € 1 bilhão.

Segundo o executivo, cerca de metade das receitas ainda é proveniente de produtos maduros, mas os lançamentos globais na área de oncologia tendem a desempenhar o papel de crescimento da receita nos próximos anos. “Há marcas importantes, como Aspirina, que não têm mais peso no faturamento, mas são emblemáticas”, conta.

A única fábrica de medicamentos sólidos da multinacional na América Latina fica no Brasil, na capital paulista, com exportação para outros países da região e da Ásia. Segundo Magallanes, para 2017, a expectativa é de crescimento de “dois dígitos altos” nas vendas no mercado latino­americano, que inclui o México.

Questionado sobre os efeitos da crise econômica do Brasil na operação latino­americana, o executivo pondera que há crises constantes na região. “O que acontece no Brasil em âmbito político e econômico acontece no restante da Ámérica Latina. Isso nos obriga a ter uma comunicação mais direta com o governo”, afirma Magallanes.

abiquiflashes (11/05/2017 – 566)

  • México: este país membro do NAFTA tem um bom potencial para as exportações brasileiras de medicamentos. Em 2017, até  março, o país asteca recebeu do Brasil US$ 14.837.470,00 em medicamentos.
  • Argentina: principal parceiro do Mercosul, a Argentina é o principal destino, nas Américas, das exportações brasileiras de medicamentos. No primeiro trimestre de 2017, o Brasil exportou para aquele país austral US$ 24,9 milhões em medicamentos dos mais variados tipos.
  • Colômbia: o mercado farmacêutico colombiano é uma boa oportunidade para as exportações brasileiras de medicamentos. Este país bolivariano recebeu do Brasil em 2017, até março, US$ 12,8 milhões em medicamentos.