abiquiflashes (30/01/2017 – 539)

  • 2016 (1): US$ 8,6 milhões foi o montante exportado pelo Brasil em 2016 em pilocarpina, seu nitrato e seu cloridrato. Extraída de plantas cultivadas no Nordeste brasileiro a pilocarpina é um produto usado no tratamento do glaucoma.
  • 2016 (2): da mesma forma, a rutina, que é usada no tratamento da fragilidade capilar venosa, é extraída de planta cultivada no Piauí e Maranhão. US$ 2,9 milhões deste farmoquímico foram enviados ao exterior em 2016.
  • 2016 (3): excelente contribuição ao comércio exterior brasileiro em 2016 foi dada pelas exportações de ácidos biliares que atingiram a expressiva soma de US$ 52,3 milhões. O principal destino destas exportações de ácidos biliares foi a Itália.

abiquiflashes (26/01/2017 – 538)

  • 2016 (1): o antibiótico virginiamicina é amplamente usado mundialmente como antibacteriano e promotor do crescimento, em veterinária. Em 2016 o Brasil enviou ao exterior US$ 38,1 milhões deste farmoquímico, especialmente para o Canadá.
  • 2016 (2): a celulose microcristalina é um excipiente importante dentro do setor da produção de medicamentos, em particular na produção de comprimidos. US$ 22,4 milhões deste adjuvante farmacotécnico foram exportados em 2016 para várias partes do mundo.
  • 2016 (3): o farmoquímico sulfato de condroitina é usado com sucesso no tratamento da artrose. Em 2016 o Brasil enviou ao exterior US$ 6,6 milhões, para vários destinos.

Diário Oficial (janeiro 2017)

abiquiflashes (23/01/2017 – 537)

  • 2016 (1): encerrado este exercício, a exportação brasileira de heparina alcançou a cifra de US$ 32,6 milhões, resultado superior em 3,3% ao do ano de 2015.
  • 2016 (2): a lisina é um aminoácido essencial para o desenvolvimento e manutenção do corpo humano. Em 2016 o Brasil exportou US$ 68,2 milhões de lisina, seus sais e ésteres.
  • 2016 (3): queratolítico e intermediário na produção do ácido acetilsalicílico (aspirina), o ácido salicílico contribuiu com o comércio exportador brasileiro em 2016 com US$ 8,4 milhões, com parte considerável destinada aos EUA.

Mercosul e UE vão acelerar negociações comerciais

Assis Moreira e Daniel Rittner – Valor Econômico:

A União Europeia (UE) sinaliza agora que quer concluir “o mais rápido possivel” a negociação do acordo de livre comércio com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), em meio ao risco de mais protecionismo no comércio mundial com políticas que podem vir de Donald Trump na Casa Branca a partir de hoje.

“Sim, o contexto internacional torna mais desejável do que nunca ter um acordo de comércio com o Mercosul”, declarou ao Valor a comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, depois de se reunir em Davos com o ministro brasileiro da Indústria, Marcos Pereira, a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, e o ministro da Produção argentino, Francisco Cabrera.

“Estamos acelerando [as negociações] o máximo que podemos. Estamos totalmente engajados para fazê­-lo [o acordo] o quanto antes”, acrescentou a comissária europeia, que confirmou uma nova rodada de negociações para março, em Buenos Aires.

Indagada se as negociações, após anos de suspensão e de marcha lenta, poderiam neste novo contexto ser concluídas até o fim do ano, ela respondeu que não gostaria de fixar prazos, mas adiantou: “Vamos tentar, é possível”. Sobretudo, será preciso combinar com a França, que terá eleições este ano, e outros protecionistas agrícolas, como a Irlanda.

O certo é que o tom da comissária mudou em relação ao que dizia no ano passado, quando afirmava que a negociação deveria ser feita tranquilamente, na prática rejeitando a pressa anunciada pelo chanceler José Serra.

Com um acordo com o Mercosul, um enorme mercado com potencial consumidor importante, empresas europeias terão preferências significativas comparado a companhias dos Estados Unidos, por exemplo.

“Há uma disposição totalmente nova e maior, do lado europeu, do que havia um ano atrás”, disse o ministro Pereira. A ideia esboçada ontem, na reunião, é que os dois blocos possam anunciar em dezembro um entendimento “político” em torno do acordo de livre comércio. Isso não significa que todos os pontos técnicos sejam fechados, mas um alinhamento sobre as questões mais importantes. O objetivo, segundo explicou Pereira, é aproveitar a conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) no fim de 2017, que desta vez ocorrerá em Buenos Aires.

Os dois blocos combinaram de melhorar suas ofertas de liberalização comercial em março. As propostas iniciais foram trocadas em maio do ano passado, mas decepcionaram ambas as partes. O Mercosul se dispôs a eliminar tarifas para 87% do comércio em um prazo de 15 anos, algo considerado insuficiente pela UE. Diante dos indícios de que a oferta seria baixa, os europeus assumiram o compromisso de zerar alíquotas para 89% das exportações sul­americanos, o que também resultou em frustração ­ principalmente porque não incluía etanol nem carne bovina.

Do lado do Mercosul, segundo funcionários do governo brasileiro, será preciso igualmente desagradar setores da indústria para aumentar a cobertura da proposta de liberalização à UE.

A eleição de Trump praticamente sepulta as possibilidades de conclusão da Parceria Transatlântica (TTIP), um tratado de livre comércio que vinha sendo discutido entre Estados Unidos e UE. O acordo já enfrentava dificuldades, sobretudo na França.

Em debate no Fórum Econômico Mundial intitulado “Protecionismo: de volta para o futuro”, numa alusão às ameaças de Trump, a comissária europeia deixou claro que a Europa vai prosseguir firme na negociação de 16 acordos comerciais e que prepara a abertura de discussões com mais seis parceiros.

O debate sobre protecionismo mostrou grande expectativa e um certo pessimismo, diante da retórica de Trump. Min Zhu, ex­diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e agora de volta a Pequim, declarou que a China está evidentemente preocupada, mas alertou: “Guerra comercial não tem ganhador e pode causar queda no PIB dos EUA”. Ao mesmo tempo, a China quer expandir acordos comerciais na Ásia e em outras regiões.

O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, alertou que uma guerra comercial pode ter consequências inimagináveis, mas foi cauteloso, observando que ainda não viu nada concreto de Washington.

abiquiflashes (19/01/2017 – 536)

  • celulose microcristalina: este importante adjuvante farmacotécnico é usado, amplamente, em todo o mundo na fabricação de comprimidos. O Brasil exportou em 2016, até novembro, US$ 20,2 milhões deste excipiente, para vários mercados internacionais.
  • sulfato de condroitina: obtido por extração de cartilagem de aves, bovinos e suínos, este farmoquímico é mundialmente usado no tratamento de artroses. Sua exportação, em 2016, até novembro, contribuiu com US$ 6.311.069,00 para a exportação brasileira de manufaturados.
  • Cápsulas de gelatina digeríveis: embora muito aquém do seu potencial, as exportações brasileiras de cápsulas de gelatina digeríveis (NCM 9602.00.10) atingiram nos primeiros onze meses de 2016, US$ 1.320.834,00, particularmente para países da América Latina.

abiquiflashes (16/01/2017 – 535)

  • Colômbia (1): este país bolivariano é um excelente mercado para as exportações brasileiras de medicamentos. Em 2016, até novembro, foram remetidos US$ 54,3 milhões em medicamentos, dos mais variados tipos, para este promissor mercado.
  • Colômbia (2): o mercado colombiano é um destino certo para as preparações químicas contraceptivas (NCM 3006.60.00) produzidas no Brasil. Nos onze primeiros meses de 2016, foram exportados para este país andino US$ 3.851.223,00 destas preparações.
  • Medicamentos: a exportação brasileira de medicamento alcançou em 2016, até novembro, a expressiva soma de US$ 871,1 milhões, mostrando assim, a excelência das produções nacionais destes produtos, que representam uma significativa contribuição para a balança comercial do País.

Exportação de manufaturados sobe 8% em 2016

Marta Watanabe – Valor Econômico:

O volume exportado de industrializados iniciou recuperação em 2016. No ano, a quantidade embarcada em manufaturados cresceu 8% enquanto a de semimanufaturados aumentou em 9,5% contra 2015. Um desempenho importante, que conseguiu amenizar o impacto negativo da queda de 3,1% no quantum exportado de básicos. No total de todos os grandes grupos de produtos, a quantidade embarcada subiu 2,9%.

A queda de preços, porém, tanto em básicos quanto em industrializados, acabou neutralizando boa parte da elevação de volume. Com queda de 6,2% nos preços médios do total embarcado, a receita de exportação total caiu 3,5% no ano passado na comparação com 2015. No grupo dos industrializados, mesmo com queda de preços ­ 3,9% para semimanufaturados e 5,9% para manufaturados ­, o valor exportado cresceu 2,3%, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do Mdic, destaca que, com o desempenho, os industrializados alcançaram fatia de 55% do total exportado no ano passado, melhor resultado desde 2009, quando a participação foi de 57,4%. A venda de manufaturados cresceu em valor e volume para destinos como Estados Unidos, Argentina e para Aliança do Pacífico (México, Chile, Colômbia e Peru).

Para os americanos, a exportação de manufaturados cresceu 2,5% em valor e 5,2% em quantidade em 2016 contra o ano anterior. Entre os destaques nos embarques de manufaturados para os EUA estão os aviões, cuja exportação somou US$ 2,9 bilhões no ano passado, com alta de 4,9% em valor e correspondente a crescimento de 15,6% em quantum.

Para a Argentina, os embarques avançaram 5,1% em valor e 17,4% em quantidade. A exportação de manufaturados foi puxada por automóveis de passageiros ­ total de US$ 3,36 bilhões ­, com expansão de 31,6% em valor e 42,6% em volume. Os veículos de carga também tiveram impacto importante ao somar US$ 1,18 bilhão em embarques para a Argentina e cresceram pouco mais de 50% tanto em valor quanto em quantidade, sempre na comparação com 2015.

Para este ano, diz Abrão Neto, a expectativa é que os manufaturados mantenham a contribuição positiva para a balança. “As exportações devem continuar a ter desempenho positivo por conta do crescimento esperado este ano tanto da economia quanto do comércio mundial”, diz o secretário.

Abrão Neto lembra que o PIB mundial, segundo previsão do FMI, deve crescer 3,4% este ano. O comércio internacional, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), deve avançar entre 1,8% e 3,1%. A Argentina, destaca ele, importante destino para os manufaturados, deve crescer entre 2,2% e 2,7%, segundo a OMC.

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), concorda que os manufaturados deram importante contribuição para a balança em 2016, mas avalia que a recuperação foi pequena. Ele aponta que, mesmo com o crescimento, o valor exportado em manufaturados foi de US$ 73,93 bilhões em 2016, resultado abaixo dos US$ 80,2 bilhões de 2014, ou dos US$ 92,3 bilhões de 2011. “A fatia de manufaturados ficou em 39,9% na
exportação do ano passado, mas já chegou a 60%.”

Outra questão importante, destaca Cagnin, é a pauta exportadora restrita. Tirando aviões, veículos de passeio ou de carga e equipamentos agrícolas, diz o economista, os demais manufaturados que se sobressaíram nas exportações no ano passado são basicamente produtos intermediários ligados à indústria petrolífera ou de segmentos relacionados a recursos naturais, o que revela ainda a dificuldade brasileira de participar das cadeias de produção global nos elos de maior valor agregado.

Os números mostram, diz Cagnin, que em termos de produção industrial a exportação é um complemento do mercado doméstico. “O bom desempenho do setor automobilístico em alguns destinos mostra o esforço em ocupar a capacidade interna ociosa.”

A queda de preços que neutralizou boa parte do esforço no volume de exportação, diz Cagnin, é um reflexo do grau de urgência da indústria em ocupar a capacidade ociosa. “Isso conduziu a uma agressividade estratégica comercial, com descontos nos preços de venda para o mercado externo.”

Nesse ponto, porém, a volatilidade do câmbio no ano passado prejudicou o exportador e deve ser um novo desafio em 2017, principalmente, avalia, por fatores externos, como a expectativa em torno da gestão do presidente eleito nos EUA, Donald Trump, o posicionamento da China e as repercussões dos conflitos na Síria, entre outros.

Cagnin chama a atenção para o desempenho ainda fraco da economia europeia e, nos EUA, da dificuldade em romper o comércio intra-companhia das empresas americanas que possuem subsidiárias na China.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), projeta para este ano uma taxa cambial média de R$ 3,30. Com esse nível de câmbio, diz Castro, o impacto sobre a competitividade das exportações de manufaturados este ano será limitado e a América do Sul deve continuar a ser o principal mercado para os manufaturados brasileiros.

Mesmo com perspectivas favoráveis de destinos importantes como Argentina, diz Castro, a projeção da AEB para o valor exportado de manufaturados este ano é de redução de 1,1%. Ele lembra que no, ano passado, a exportação desse grupo de bens contou com a ajuda das plataformas de petróleo, que somaram US$ 3,65 bilhões em 2016, contra US$ 1,9 bilhão no ano anterior.

A perda de ímpeto das exportações, diz ele, ficou evidente também no número de empresas exportadoras, que até agosto do ano passado cresceu em ritmo maior que o de 2015, na comparação mensal.

Embora o número de empresas exportadoras em 2016 (22.204) tenha superado o de 2015 (20.322), a partir de setembro do ano passado o crescimento desacelerou. Nos últimos quatro meses do ano passado. o número de novas exportadoras foi menor na comparação mensal, sempre contra igual período de 2015.

 

Mercosul lança negociações com bloco de países europeus que não integram UE

Daniel Rittner e Assis Moreira – Valor Econômico:

 

Em uma nova frente para ampliar mercados, os sócios do Mercosul vão lançar na quinta­-feira negociações para um acordo de livre comércio com o EFTA, bloco formado por quatro países europeus ­ Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio será feito em Davos, paralelamente ao Fórum Econômico Mundial, em cerimônia com a presença de altos funcionários dos dois lados.

Os países do EFTA não fazem parte da União Europeia, mas têm alto poder aquisitivo e já representam o 11º principal mercado para as exportações brasileiras. A iniciativa privada vê oportunidades para vários segmentos do agronegócio e da indústria, como carne bovina, frango, suco de laranja, papel e celulose, produtos de madeira, aviões, químicos e compressores.

Os dois blocos concluíram, com sucesso, uma etapa conhecida como “diálogo exploratório” no jargão comercial. Isso significa que, ainda sem nenhum compromisso de abertura comercial, eles não identificaram gargalos insuperáveis para um acordo. Não se fala em prazo para conclusão do tratado, mas ninguém quer perder tempo: a primeira reunião negociadora deve ocorrer em fevereiro.

As discussões vão contemplar não apenas tarifas aplicadas sobre bens industriais e agrícolas, mas outros componentes que aparecem em acordos modernos: serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, barreiras técnicas. Cláusulas de proteção a investimentos, no entanto, vão ficar fora do escopo.

“É uma demonstração do nosso esforço em ampliar a rede de acordos comerciais e inserir o Brasil de forma mais energética no cenário internacional”, afirma o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Ele e o ministro argentino da Produção, Francisco Cabrera, participam do fórum nesta semana e estarão no lançamento das negociações.

Um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), obtido pelo Valor, aponta que há boas oportunidades de crescimento nas exportações de 236 produtos para a Suíça e 233 para a Noruega. Essas duas economias correspondem a mais de 90% do PIB total do EFTA. Em 2016, o Brasil vendeu US$ 2,4 bilhões em mercadorias ao bloco.

Fabrizio Panzini, especialista em negociações internacionais da CNI, destaca que o Brasil precisa impulsionar negociações fora da América do Sul para dar mais dinamismo às economias locais e entrar nas cadeias globais de produção. “A prioridade continua sendo UE e México, que já têm tratativas mais avançadas, mas o EFTA tem atrativos muito interessantes. É um mercado com grande volume de importações.”

Os quatro países europeus não têm tarifas unificadas, mas as alíquotas já são baixas. Mais de 96% dos bens industriais entram na Noruega sem pagar nada. Na Suíça, que é um pouco menos aberta, cerca de metade já teve tarifas zeradas. O problema são os “picos tarifários”, ou seja, alíquotas muito altas para produtos específicos, que podem chegar a 25% nos calçados, 50% em têxteis, 130% em laticínios e 1.000% nas carnes.

Por menores que sejam as tarifas, a CNI avalia que um acordo é importante para melhorar o acesso dos produtos brasileiros, na comparação com outros fornecedores. “O EFTA tem tratados comerciais com 27 países e blocos. São mercados bastante competitivos e eliminar as alíquotas de importação, mesmo baixas, tem relevância”, afirma Panzini.

Além disso, as compras públicas feitas pelo países do EFTA despertam enorme interesse do setor produtivo porque chegam a US$ 85 bilhões por ano. Cotas de exportação e normas técnicas são outros pontos considerados imprescindíveis nas conversas.

Para o subsecretário-­geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Carlos Márcio Cozendey, as negociações podem ter o mesmo perfil daquele observado com a UE. De um lado, os países do EFTA tendem a oferecer resistência em abrir seus mercados para produtos agrícolas do Mercosul. Do lado de cá, existem sensibilidades em setores industriais, como o de bens de capital e medicamentos.

Cozendey vê um caminho menos tortuoso para obter avanços. “A UE tem 28 países­membros e todos precisam estar de acordo sobre tudo. Com o EFTA, pode até haver uma velocidade maior”, diz.

Empresários manifestam temor com a liberalização em segmentos como aço, fertilizantes, plásticos e eletrônicos. Também receiam que um acordo em compras governamentais possibilite aos suíços ganhar muitas licitações abertas pelo Ministério da Saúde para o fornecimento de remédios. Islândia e Noruega são fortes na produção de pescados ­ área que o governo brasileiro busca desenvolver. “Há interesses defensivos, mas nada que impeça o início das negociações”, diz o especialista da CNI.

Formalmente, a Suíça precisa de sinal verde de seus cantões para negociar com o Mercosul. Esse aval deve ser dado no início de fevereiro, mas os europeus são cuidadosos ao falar do lançamento das negociações. Preferem usar o termo “conclusão do diálogo exploratório” em declarações públicas.

Todos os demais países envolvidos já deram autorização para as negociações. No caso do Brasil, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou o início das discussões. Depois, o mandato para tentar um acordo foi conferido na última reunião de ministros do Mercosul, em dezembro.

“Cada negociação tem seus méritos e sua dinâmica. O diálogo exploratório Mercosul­EFTA mostrou que há interesse mútuo em ampliar o comércio bilateral e uma boa compreensão sobre as posições de cada lado”, diz o ministro­ conselheiro da Embaixada da Suíça em Brasília, Niculin Jäger.

abiquiflashes (12/01/2017 – 534)

  • União Europeia: dentro deste bloco econômico a importação de heparina do Brasil é um item destacado, especialmente em se falando da Espanha. Nos primeiros meses de 2016, até novembro, a UE recebeu do Brasil US$ 15,5 milhões deste importante anticoagulante.
  • México: o país asteca é um destino a considerar para as exportações brasileiras de medicamentos, pelo seu grande potencial. Em 2016, até novembro, o Brasil enviou ao México, US$ 66,6 milhões em vários tipos de medicamentos.
  • Argentina: as preparações químicas contraceptivas produzidas no País têm excelente aceitação no mercado portenho. Em 2016, até novembro, o Brasil enviou para a Argentina US$ 5.245.625,00 deste tipo de produto.